Memória de cálculo e proposta
Como vamos tirar a digitação repetida do dia do vendedor sem mexer num único formato que vocês já usam. Levantado em 18 memórias de cálculo e 11 pares MC ↔ proposta reais.
01/09/2026 · desenhado por 5 arquiteturas independentes, julgadas por 4 critérios e revisadas contra a convenção da casa
O problema, medido
Não é opinião. Foram 18 memórias de cálculo lidas por inteiro e 11 pares comparados linha a linha com a proposta que saiu delas.
O mesmo dado é digitado três vezes
A lista de equipamento é montada na MC, copiada à mão para a proposta, e lançada de novo no CRM. Nas palavras do Chaves na reunião: "a proposta a gente faz nada mais nada menos a gente copia a listagem de equipamento que está lá" — e digita o preço na mão.
E na terceira digitação o número muda
o achado mais caroEm nenhum dos 6 pares detalhados o valor da proposta é a soma dos itens. Ele veio de cinco lugares diferentes:
| projeto | valor vendido | de onde veio |
|---|---|---|
| AFRESP | R$ 14.000 | ROB, cópia exata |
| outro | R$ 39.980 | ROB, cópia exata |
| ABES Jantar | R$ 29.870 | ROB da aba do projetor — a proposta descreve o LED |
| ABES SNGPEE | R$ 62.000 | a célula TOTAIS arredondada. Não o ROB, que era R$ 67.250 |
| Imaginadora | R$ 15.500 | nada. ROB era 15.000, soma era 22.013 |
| CIMI360 | R$ 1.600.000 | nada. A planilha viva registra 1.500.000 |
Imaginadora: a proposta foi assinada a R$ 15.500 e a MC registra R$ 15.000. São R$ 500 que entraram e a operação não sabe. E o "valor cheio" impresso como referência é, ao centavo, o total de uma aba descartada — o cliente lê 35,4% de desconto quando o real é 29,6%.
CIMI360: a proposta compromete R$ 1,6 milhão e a planilha viva diz R$ 1,5 milhão. R$ 100 mil sem rastro. Dá para provar de qual aba ela nasceu por um erro de digitação que a versão seguinte já tinha corrigido.
Isso não é falha de pessoa. É falha de não existir nada que impeça.
E ninguém confere
Os subtotais estão quebrados em quase todos os arquivos, sempre para menos: R$ 49.164 fora do total no CIMI, R$ 12.530 no ABES Jantar, R$ 21.600 noutro, e R$ 25 no AFRESP que sobreviveram a quatro versões. Em 5 de 5 propostas o prazo de confirmação já tinha vencido quando o documento foi salvo. E em 0 de 6 arquivos existe qualquer marca dizendo qual aba está valendo.
A decisão
Uma habilidade, três superfícies. Construímos a capacidade uma vez — conferir, marcar a aba viva, preencher, gerar — e ela aparece onde a pessoa já está: no agente do WhatsApp hoje, no agente pessoal de cada vendedor no Telegram, e no Nobox OS quando for preciso tocar três negociações ao mesmo tempo.
Uma tela nova onde a MC é digitada. Seis pessoas montam MC em Excel há anos, e a grade web perde do Excel na digitação. O desfecho previsível é o time voltar para a planilha e a empresa passar a ter duas verdades — pior que hoje.
O agente trabalha dentro do .xlsx que vocês já usam. Ele escreve célula, não reescreve arquivo. As fórmulas continuam sendo as de vocês, o branding continua o mesmo, e o custo de desistir é zero — porque ninguém saiu do Excel.
O template já existe, e é dele que tudo parte
Achamos no Drive a pasta 00.00 Modelo — a
estrutura que vocês copiam para começar todo projeto, com
01. Negociação/00. MC NOBOX 2026.xlsx (194 kb, já com as
fórmulas) e a proposta em branco. O agente faz o que uma pessoa faria:
copia a pasta modelo e preenche. Nada nasce do zero.
O próprio template já avisa o que a máquina vai passar a fazer: está escrito em caixa alta nele — "(PRECISA LER SE O RESUMO ESTÁ DE ACORDO COM O QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO ABAIXO)". Alguém já foi mordido e deixou o aviso.
As fases
Cada uma entrega valor sozinha. Se pararmos em qualquer ponto, o que foi feito continua valendo.
Hoje — a demonstração no Macedo
dias, não semanasA habilidade entra no agente que já existe e já está no ar. Você manda uma MC e ele devolve o laudo. Serve para a equipe ver o que é possível antes de qualquer investimento — e para o Chaves validar as checagens em cima de um arquivo de verdade.
Fase 1 — O conferente
2 semanasManda o arquivo, recebe de volta em minutos: 7 checagens
(soma × total impresso · item vendido sem custo · fornecedor vazio com custo de
sublocação · cabeçalho "Não Informado" · prazo vencido · aba não marcada · ROB
de aba diferente da impressa), a pergunta única "qual aba está valendo?"
— cuja resposta é gravada dentro do arquivo, renomeando a aba para
MC 04 ✅ —, o arquivo sem as abas de fornecedor e
de CPF, e um carimbo dizendo de onde veio cada número.
Conferir a soma, caçar qual aba vale, lembrar de apagar as abas com dados bancários, checar o prazo.
Fase 2 — Preço honesto
2 semanas · trava, não melhoriaAntes de gerar qualquer coisa a partir do catálogo, dois consertos: o piso de R$ 50 deixou 152 itens acima do teto de mercado (um cabo de R$ 6,50 virou R$ 50 num mercado de R$ 12); e a conta da diária diverge dentro do próprio sistema de estoque — numa cotação de 3 dias a tela mostra 2,5 diárias e o banco guarda 3, em produção, agora.
Não tira trabalho de ninguém. Existe para a fase 3 não industrializar erro.
Fase 3 — O montador
3 semanas · aqui acaba a digitaçãoO agente passa a preencher as 6 células digitáveis a partir do catálogo e a gerar a proposta da aba marcada — com duas escolhas independentes: agrupamento (sala · categoria · total) e granularidade (item a item · só o valor final). A proposta detalhada e a que "dá só o valor" passam a ser a mesma MC renderizada de dois jeitos.
Medido: cabeçalho idêntico em 6 de 6 pares, listagem idêntica em 6 de 6 — 122 de 133 linhas caractere a caractere no CIMI, 40 de 43 no ABES, 22 de 22 no AFRESP. É cópia. A máquina faz sem errar, e hoje é feita à mão e ainda sai errada.
Fase 4 — Um agente para cada vendedor
2 semanasCada pessoa ganha o seu agente no Telegram, com identidade própria. Isso destrava uma coisa que já está construída e desligada no CRM desde julho: uma porta que exige vínculo verificado e executa com as permissões do próprio vendedor — papel, funil, empresa. Toda escrita fica atribuída a quem pediu, nunca ao dono do negócio.
A partir daqui o vendedor atualiza o próprio CRM conversando, sem abrir o sistema.
Fase 5 — Nobox OS: três negociações ao mesmo tempo
3 semanasCom um agente só, falar de três propostas ao mesmo tempo é impossível — a conversa é linear e o contexto se mistura. No Nobox OS são três conversas, cada uma com o seu contexto, e dá para voltar a qualquer uma depois. Junto vem a parte que conversa nenhuma resolve: a lista — todas as propostas de um cliente, qual versão, quem aprovou, o que mudou entre elas.
As duas perguntas que travaram a reunião
"A memória de cálculo ainda vai existir?"
Vai, e não deve deixar de existir. Ela não é burocracia — é onde a precificação acontece, e é o único lugar da empresa onde existem custo, sublocação e margem por item. É também a única etapa em que um humano vê a conta antes de o cliente ver o preço. Um sistema que gera proposta sem gerar a MC junto elimina justamente a conferência.
O que muda não é a existência dela — é parar de digitar duas vezes o que ela já contém.
A categoria: quem preenche?
Ninguém. Ela é lida da MC. O Chaves está certo que não dá para extrair da proposta — a proposta é organizada por sala e às vezes traz só o valor final. E o Rodrigo está certo que o vendedor não deve digitar. As duas coisas se resolvem no mesmo lugar: a categoria técnica (Cenografia, Vídeo, Áudio, Iluminação, Gravação, Tradução) é o nível 2 da hierarquia da própria MC. O dado já existe; ninguém precisa criá-lo.
O que nunca vai ser automático
O valor negociado. Ele é digitado à mão na MC e é uma decisão comercial — num dos casos, 42% de desconto sobre a tabela. Uma proposta gerada e enviada sozinha seria um desconto autorizado sem ninguém decidir.
E nenhuma trava que impeça emitir. Se o sistema exigir que o valor bata com a soma para deixar gerar, ele vira o motivo de alguém voltar para o Excel às 23h numa negociação difícil. Divergência vira aviso visível, nunca bloqueio.
O que precisamos de vocês
Três coisas que não são software e sem as quais nada disso fecha.
| o quê | por quê |
|---|---|
| Marcar qual aba está valendo | Em 0 de 6 arquivos existe essa marca. Abrir a aba errada gera proposta errada sem aviso — foi o que aconteceu no CIMI360 e no ABES Jantar. O agente pergunta uma vez por arquivo e grava a resposta dentro dele. |
| Preencher de quem se subloca | Num dos projetos as colunas de fornecedor estão vazias nas 116 linhas, com custo de sublocação em 13 delas. Sem isso não há como saber o que é equipamento próprio e o que é alugado — que é a decisão que mais move a margem. |
| Cadastro dos locais | "Plenária 400 PAX" virou "Sala DiCavalcanti" na proposta porque alguém conhece o hotel. A máquina não conhece. |
Um alerta que precisa entrar no desenho desde o começo
Toda memória de cálculo carrega dado que não deveria circular
tratar na fase 1Cada arquivo tem, colada, uma aba com 468 fornecedores — CNPJ, endereço, PIX e dados bancários — e outra com nome, CPF e RG da equipe e placas de veículo. Nada disso tem a ver com preço, e tudo isso viaja junto em todo compartilhamento.
Por isso apagar essas abas está na fase 1, e não numa fase futura de "melhorias": é a correção mais barata e a de maior consequência.